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Você não vai querer ficar sem a personalidade da marca. Entenda o porquê

Autor sem nome
Por: Autor anônimo
Publicado em 6 de julho de 2018 | Atualizado em 13 de agosto de 2019
Tempo de leitura: 4 minutos
A personalidade da marca identifica sua identidade com seus clientes e apresenta quem realmente ela é, o que gosta e o que defende.

A personalidade da marca permite maior identificação com seus clientes

Assim como em qualquer relacionamento, o que acontece entre uma marca e seus clientes tem muito a ver com suas personalidades. Se o cliente não se identifica com a personalidade da marca, muito provavelmente não vai gostar de consumi-la.

Pensando nas empresas mais reconhecidas do mundo, grande parte delas tem traços de personalidade humana em seu posicionamento. Essa tática facilita nas relações, pois pode aproximar ou afastar um cliente, criar encantamento ou repúdio, enfim, vai facilitar o entendimento de ambas as partes sobre o porquê essa relação dá certo ou não.

Mais que isso, a personalidade da marca vai colaborar para outros processos práticos da empresa em seu processo de identidade. Portanto é com ela que se dá o tom de voz para comunicação da marca, segmentação e diferenciação para encontrar o posicionamento, criação de identidades visual e verbal etc.

Conheça os trabalhos da Platz

Assim para definir sua personalidade, alguns testes podem ser usados, os mesmos testes para descobrir a personalidade de uma pessoa. Mas antes, vale saber algumas dicas para iniciar esse processo:

  • Conte uma história sobre sua marca, pois elas podem se tornar conceitos. Produção de conteúdo e storytelling são armas poderosas para isso;
  • Invista em conteúdo provocativo, de forma que ele se destaque em meio a tanta informação circulando pela atualidade, mas com cuidado para que não seja apelativo, pois pode causar efeito reverso;
  • Defenda seu ponto de vista, mostre o que a empresa gosta, faz e acredita, e isso pode valer para várias esferas da sociedade e não somente o segmento de seu produto ou serviço, reforçando a personalidade da marca.

Teste de eneagrama

Agora, para descobrir a personalidade da marca, testes fáceis conseguem traçar um perfil psicológico e levar a essa identificação. Aqui na Agência Platz, por exemplo, nós utilizamos o teste do eneagrama.

E por que esse teste? Para explicar, entenda que o eneagrama é uma figura geométrica de nove pontas que funciona como símbolo processual. Pode ser usado na compreensão e estudo de qualquer processo contínuo, uma vez que, em sua lógica, o fim é sempre o início de um novo ciclo. Em 1970, o psiquiatra Claudio Naranjo correlacionou os tipos do eneagrama às características psiquiátricas e montou um sistema de tipologias. Desde então, passou-se a usar esse sistema para a gestão emocional e o desenvolvimento humano.

O teste descreve nove emoções humanas, cada uma relacionada a um padrão de comportamento. Ele identifica o estilo de atuação, os elementos motivadores e desmotivadores para indivíduos e equipes profissionais, além das próprias empresas.

Conheça agora um pouco de cada uma das nove personalidades identificadas pelo teste:

✔ Tipo 1: O perfeccionista

São centrados na ação, têm um senso prático exigente, que dá prioridade às tarefas a serem realizadas. O vício emocional é a raiva, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude esforçada e autoimagem virtuosa. Vale muito para o setor de contabilidade e financeiro. Se adaptam ao alto nível de exigência.

✔ Tipo 2: O prestativo

São centradas na emoção, têm uma percepção aguda dos outros, tornando-se conquistadoras. O vício emocional é o orgulho, que, inconsciente, se justifica com atitude solícita e autoimagem bem-intencionada. É sustentado por um comportamento baseado na sensação de autossuficiência e capacidade. Encontra-se esse perfil ligado a vendas, RH, secretariado e áreas assistenciais.

✔ Tipo 3: O bem-sucedido

São centradas na ação ou no planejamento, visando reconhecimento e têm uma visão mercantilista que os guia na sua perseguição pelo sucesso. O vício emocional é a vaidade. São aficionadas pelo resultado, estressando todos ao seu redor em nome de uma excelência. Se dão bem com áreas com possibilidades de crescimento, como vendas, advocacia, administração, autônomos, consultoria e assessorias.

✔ Tipo 4: O romântico

Pessoas centradas na emoção, sensíveis ao ambiente e emocionalmente instáveis. O vício emocional é a inveja e se justifica pela atitude insatisfeita e autoimagem de singularidade. A inveja é a emoção mais incompreendida, agravando a dificuldade dos românticos em se identificarem no eneagrama. Nas empresas, o tipo 4 normalmente é ligado a áreas de criatividade e originalidade, como estilismo, decoração, psicologia e jornalismo

✔ Tipo 5: O observador

As pessoas do tipo 5 são centradas na mente, com uma curiosidade pelo entendimento, tornando-se planejadores extremamente racionais. O vício emocional é a avareza e vem do não-envolvimento, como se preferisse estar em segundo plano. No mundo corporativo, a ligação é com áreas de planejamento, como engenharias, pesquisa e informática.

✔ Tipo 6: O questionador

Centradas na ação ou na emoção, visando o controle, atentas e desconfiadas, embora não necessariamente expressem isso. O vício emocional é o medo e revela pessoas ansiosas. Normalmente ligados às gerências de pessoas e procedimentos, em produção, financeiro e RH. Encontrados em lideranças, assumindo riscos como colaboradores ou empresários.

✔ Tipo 7: O sonhador

Têm uma agilidade mental para lidar com várias coisas ao mesmo tempo, dando prioridade ao prazer. O vício emocional é a gula, e se relaciona ao improvisador. Se ligam às áreas sem rotina, como marketing, vendas, planejamento e negociação, sempre com otimismo e criatividade

✔ Tipo 8: O confrontador

Os tipo 8 têm facilidade em mandar e liderar, dando prioridade à realização. O vício emocional é a luxúria, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude dominadora e autoimagem realizadora. São ligados à liderança e empresas megalômanas, que crescem rapidamente.

✔ Tipo 9: O preservacionista

Pessoas com atitude mediadora e que dão prioridade ao bem comum. O vício emocional é a indolência, mas de autoimagem conciliadora. Aparecem em variados setores pela facilidade de adaptação, principalmente para setores administrativos, de secretariado, atendimento ao público e auxiliares.

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