Brand Publishing, White Label e Branded Content: as diferenças, semelhanças e o conceito por trás de cada uma

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Quando falamos de marketing diversas estratégias podem ser interessantes para as empresas melhorarem seus resultados. E ao tratarmos de marketing digital, especificamente, essa tônica também é verdadeira.
No entanto, é sempre fundamental ter clareza sobre as estratégias escolhidas.
Por isso, hoje te mostraremos três estratégias importantes: brand publishing, white label e branded content.

Você vai entender as diferenças e semelhanças entre as estratégias, além de conhecer o conceito por trás de cada uma delas e empresas que obtiveram sucesso utilizando-as.

Brand publishing, white label, branded content

Marketing de Conteúdo

Para iniciar, vale a pena ressaltar que as três estratégias estão atreladas ao Marketing de Conteúdo. Ou seja, elas são conceitos que ajudarão uma marca a produzir algo além do próprio produto, onde o desejo principal não necessariamente seja uma venda.

Um clássico case de Marketing de Conteúdo é da Michelin, que publicou um guia de restaurantes pela primeira vez em 1900, promovendo o turismo e incentivando as pessoas a, literalmente, gastarem seus pneus para conhecer cada estabelecimento.

Diferenças e semelhanças

O principal intuito das três estratégias é trazer os consumidores para perto de si. Isso acontece em função da visível saturação da chamada publicidade tradicional, que se utiliza de anúncios que interrompem o que o consumidor está fazendo, como os comerciais nos intervalos da TV, por exemplo.

As três têm a finalidade de atrair os consumidores de forma natural e espontânea, oferecendo conteúdos atraentes e úteis. A ideia é produzir conteúdos que agreguem valor aos consumidores.

No entanto, suas características são diferentes. Ou seja, a forma de colocar cada uma delas em prática é específica. Além disso, cada uma delas leva diferentes resultados para as empresas. Por isso, pensar no seu objetivo é fundamental antes de escolher a estratégia com a qual irá trabalhar.

Vamos, então, entender cada estratégia separadamente.

Brand Publishing

O que é?

De forma direta, o brand publishing trata-se da produção e publicação de conteúdos em um espaço exclusivo da própria marca, que falem sobre o universo no qual ela está inserida.

Nele, o foco deixa de ser seus produtos ou a marca, e passa a ser o mercado.
Podem ser produzidos conteúdos sobre tendências, novidades, hábitos de consumo do público e os principais conceitos desse ambiente.

Desse modo, a marca se torna uma empresa de mídia. Sendo assim, por ter se tornado uma fonte de informação para os clientes, ela também se torna autoridade nos assuntos que aborda, e no seu nicho de atuação, consecutivamente.

Quando usar?

É preciso tempo para conquistar o reconhecimento do público. Por isso, a utilização do brand publishing requer um certo nível de maturidade das empresas.

Por isso, recomenda-se que novas empresas não adotem essa estratégia a princípio. Enquanto, empresas que já tem um público consolidado podem se aproveitar do seu posicionamento já consistente e reforça-lo ainda mais.

Case de sucesso

A GE, General Eletric, é considerada um bom case no uso do brand publishing. A marca conta com o site https://txchnologist.com/.

Trata-se de uma revista online construída no Tumblr, que explora as mudanças constantes do mundo da ciência, tecnologia e inovação.

Outras empresas como a Red Bull, que vende energético, mas também conta com a Red Bull House Media, que produz os mais variados tipos de conteúdos (TV, filmes, livros, revistas, etc). A marca também possui suas próprias equipes em diversas modalidades de esportes e é considerada referência no brand publishing.

White Label

O que é?

É considerado um negócio paralelo da marca, no qual se realiza uma cobertura jornalística do mercado no qual ela está inserida.

Sem focar nos produtos ou na própria marca, o objetivo é publicar as notícias mais quentes sobre o mercado em questão. Sendo assim, informações sobre os concorrentes podem acabar aparecendo, como lançamento de produtos e contratações, por exemplo.

No white label há a possibilidade de monetizar a plataforma através de publicidades, uma vez que sua proposta tende a atrair um alto fluxo de visitantes que buscam informações sobre um mercado específico.

Vale ressaltar que o conceito de white label não está presente apenas no marketing de conteúdo. Muitas empresas criam produtos ou serviços de “etiqueta branca”, permitindo que outras os comercializem, inserindo a sua marca.

No marketing de conteúdo a estratégia diz respeito a criação de uma plataforma exclusiva por alguma empresa, que irá utiliza-la, porém, com uma outra marca, sem vínculos com a principal.

Quando usar?

Se sua empresa está inserida em um mercado comoditizado ou de difícil penetração, a white label pode ser uma boa pedida.

Sem o objetivo de gerar autoridade e reconhecimento, ou engajar o público, a estratégia de white label visa gerar tráfego para obter dados sobre o mercado, além de gerar receita com a venda de espaço para anúncios.

No entanto, dentre as notícias quentes que são publicadas, eventualmente temas delicados surgirão, o que requer bastante atenção e cautela.

Case de sucesso

Um dos melhores exemplos de sucesso para o white label é o site InfoMoney, que trata das notícias do mercado financeiro.

Apesar de ter sido criado pela XP Investimentos, o site não relaciona sua marca à XP. Ela não aparece como criadora ou patrocinadora do site. A empresa apenas aparece em meio às notícias.

Branded Content

O que é?

A estratégia de branded content se parece com a de brand publishing. Porém, apesar de também ter como objetivo engajar as pessoas no seu universo, a intenção é que isto seja feito de modo exclusivo, com referências à própria empresa.

Enquanto no brand publishing a citação de concorrentes é comum, no branded content isso não acontece. Basta fazer o exercício de traduzir a expressão para o português, “conteúdo de marca”, e fica fácil entender o porquê.

Os produtos da empresa continuam não sendo o foco, mas entram na narrativa que busca o engajamento como parte da história que a marca conta.
Neste caso, o objetivo é demonstrar-se soberano na entrega daquilo que o consumidor espera.

Quando usar?

O branded content não requer maturidade, já que a empresa não precisa possuir reconhecimento prévio para produzir conteúdos. Desse modo, ela se torna uma estratégia interessante para marcas novas, que desejam começar a contar a sua história e desenvolver seu posicionamento.

Vale dizer que o conteúdo produzido pode se publicado em uma plataforma própria, como blog, ou em plataformas de terceiros, como o YouTube e redes sociais.

Case de sucesso

A Coca-Cola já possui um reconhecimento gigante, mas é um grande exemplo do branded content. Deixando o produto de lado, a marca constrói conceitos como o “abra a felicidade”, relacionando bons momentos à presença do seu produto, sem cita-lo diretamente.

A marca produz conteúdos interativos e dinâmicos, disponibilizando-os em diversos lugares. Um grande símbolo do bom branded content realizado pela Coca é o seu vídeo de Natal, esperado todos os anos.

Escolha a sua estratégia

Agora que você já entendeu o conceito por trás do brand publishing, branded content e white label é hora de colocar a mão na massa.

O marketing de conteúdo tem sido um instrumento fundamental para a obtenção de melhores resultados nos tempos que vivemos. Por isso, não o deixe de lado!

Entenda o momento da sua empresa e tenha clareza dos seus objetivos. Com o texto de hoje você vai saber qual a melhor estratégia a ser seguida.

E lembre-se, se precisar de qualquer ajuda para o marketing digital da sua empresa, conte com a Platz. Para conhecer um pouco mais sobre a gente, basta acessar o nosso site!

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